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Quando as necessidades sexuais são diferentes no relacionamento

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É um dos desafios mais comuns em relacionamentos — e ainda assim um dos mais difíceis de se falar. Você pode querer fazer sexo com mais frequência do que seu parceiro. Ou o contrário. Talvez não seja apenas a frequência, mas os próprios desejos que apontam em direções diferentes. Independentemente de como é no seu caso, você está longe de estar sozinho. E a coisa mais importante que você precisa saber é isto: diferenças nas necessidades sexuais não são um sinal de que algo está errado com vocês — é um sinal de que vocês são duas pessoas diferentes.

Por que a diferença surge?

O desejo sexual não é uma constante. É afetado por tudo, desde estresse, sono e hormônios até autoimagem, estilo de apego e experiências anteriores. A sexóloga canadense Emily Nagoski descreve em sua pesquisa como todos nós temos um chamado "acelerador e freio" em nosso sistema sexual — e que estes são individualmente calibrados. Isso significa que o que excita uma pessoa pode ser completamente neutro para outra. Nenhum de vocês está "errado". Vocês apenas têm sistemas diferentes.

Além disso, o desejo muda ao longo do tempo em um relacionamento. O enamoramento inicial frequentemente cria uma intensidade que não é realista manter. Quando a rotina começa, pode parecer que algo foi perdido — mas na verdade é apenas o desejo que assumiu uma nova forma e agora requer mais atenção consciente.

Quando a diferença se torna distância

O perigo das necessidades sexuais não ditas não é as próprias necessidades — é no que elas podem se transformar. O parceiro que deseja mais intimidade pode começar a se sentir rejeitado e indesejado. O que deseja menos pode começar a se sentir pressionado e vivenciar a intimidade como uma obrigação em vez de um prazer. Com o tempo, pode surgir uma dinâmica onde ambos se afastam — por razões completamente diferentes.

A psicóloga e terapeuta de casais Sue Johnson, que desenvolveu a Terapia Focada em Emoções (EFT), aponta que conflitos sexuais raramente se tratam de sexo em si. Tratam-se de apego. De ser visto, desejado e aceito. Quando entendemos isso, abre-se uma conversa completamente diferente da que é sobre "com que frequência" ou "quando".

O que vocês podem fazer?

O primeiro passo é curiosidade em vez de exigências. Em vez de focar no que falta, vocês podem começar a explorar o que realmente está presente — e o que inibe o desejo de um ou de ambos. Requer coragem para falar sobre isso, mas requer ainda mais coragem para ouvir sem se defender.

Tente fazer perguntas abertas como: "O que te faria sentir mais seguro?" ou "Há algo que você sente falta em nossa intimidade em geral?" Intimidade não se trata apenas do sexual — toque, proximidade e contato emocional são todas partes do mesmo fundamento.

E lembre-se: nem sempre é possível encontrar um match perfeito. Mas é possível encontrar uma linguagem comum — e é aí que muitos casais descobrem que na verdade estão muito mais perto um do outro do que pensavam.

O que você acha que aconteceria no seu relacionamento se compartilhasse um desejo sexual ou um limite com seu parceiro — completamente sem desculpas?

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